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Fonte de Tambiá
Conta a lenda que o valente guerreiro Tambiá,
do povo cariri, desceu a Serra da Copaoba
(Borborema) disposto a guerrear os
Tabajaras, no litoral paraibano, mas, ferido
num combate violento, foi levado prisioneiro
para uma aldeia de inimigos. O chefe
Tabajara ordenou-lhe a morte, mas,
apaixonada pelo belo indígena forasteiro, a
filha do Cacique pediu-lhe repetidamente que
a deixasse cuidar das feridas de Tambiá.
Apesar da permissão e do desvelo da jovem
índia, o guerreiro cariri morreu e a virgem
chorou nove luas, desconsoladamente,
formando-se de suas lágrimas a fonte que
recebeu o nome de Tambiá, designação que
passou depois ao próprio bairro.
A fonte natural foi urbanizada no século
XVIII. Localiza-se no Parque Arruda Câmara,
popularmente conhecida como “Bica”, Horto
Zoobotânico dos mais pitorescos. No tempo em
que a água da cidade ainda era transportada
em ancoretas e burros, havia outras fontes
famosas, como a Bica de Gravatá (1785), a
Fonte do Riacho (1830) e a Bica dos Milagres
(1848). A de Tambiá é uma das duas
remanescentes (A outra é a fonte de Santo
Antonio). Foi construída em 1782, por ordem
da Provedoria da Fazenda Real, canalizando
água para o povo. Sua reconstrução ocorreu
na administração Gama Rosa, em 1889, e, no
Governo Solon de Lucena, voltou a ser
restaurada, mantendo-se a feição original e
suas características naturais.
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